quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

LIMITES

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores . . .

. . . e com o esforço de abolirmos os abusos do passado...

. . . somos os pais mais dedicados e compreensivos

mas, por outro lado...

. . . os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais . . .

. . . e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

Os últimos que tivemos medo dos pais . . .

. . . e os primeiros que tememos os filhos.

Os últimos que cresceram sob o mando dos pais . . .

E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E, o que é pior . . .
. . . os últimos que respeitamos nossos pais . . .

. . . e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical . . .

. . . para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.

E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo . . .

. . . hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer ; os papéis se inverteram.

Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.

Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo”
a seus filhos.

Pense nisso,

No Amor de Jesus,

Pr. Humberto Freire



Um comentário:

Cláudio Nunes Horácio disse...

Excelente texto, verdadeiro, claro e simples. Alguns estão tão fora dos princípios bíblicos de educação que com certeza não colherão coisas boas.
Deus abençoe a sua vida.

Ocorreu um erro neste gadget