terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MENINA QUE JÁ É MULHER, MAS NÃO SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS !

Hoje, se uma menina de nove anos for vista pelas amigas brincando de boneca, será motivo de piadas.
Porque com esta idade elas já largaram os brinquedos dentro das gavetas e os substituíram por telefones celulares, roupas de marca, laptops, maquiagens e calçados da moda.
Também não circulam mais por aí com roupas cor-de-rosa e estampas infantis. Os modelos agora lembram mais os das cantoras americanas dos clipes musicais: provocativos e sensuais.
No caso das garotas, passam uma mensagem que diz: “Sou nova, mas estou pronta.”
A situação é tão evidente que já saíram estudos sobre o assunto.
Segundo uma pesquisa divulgada no final de fevereiro pela Associação Americana de Psicologia, a erotização excessiva da imagem feminina nos meios de comunicação pode ter efeitos psicológicos e físicos danosos para meninas e adolescentes.
A conclusão foi tirada a partir de uma análise de 300 estudos publicados durante os últimos 18 meses, observando diversas mídias, principalmente a televisão. Filmes, revistas, letras de músicas e silhuetas de bonecas passaram pelos olhos dos especialistas.
De acordo com o estudo, esta pressão, chamada de erotização, baseia o valor de uma pessoa essencialmente em seu sex appeal, podendo levar à depressão, a distúrbios alimentares e a um mau desempenho escolar.
Os efeitos psicológicos resultam em prejuízos à saúde.
Há dez anos, os distúrbios alimentares, especialmente a anorexia, começavam quando as adolescentes tinham 15 anos.
Atualmente, não é raro que garotinhas de cinco ou seis anos comecem a apresentar estes problemas.
A conseqüência espiritual também se acende.
Estas meninas, com apenas 12 ou 13 anos, estão entrando em relacionamentos amorosos conturbados.
Garotas que - cada vez mais cedo - aprendem, através de novelas e programas televisivos, a se entregarem aos jovens que desejam e a viverem romances inconseqüentes.
Absorvem conceitos distorcidos de matrimônio, em que marido é sinônimo de monotonia, compromisso conjugal uma prisão e beleza está diretamente ligada à capacidade de seduzir.
Pensamentos geram atitudes.
Neste caso, pautadas em valores fúteis, que faz uma menina procurar um rapaz com aparência agradável e caráter muitas vezes comprometido.
Erotização: algo como “se eu sinto atração, é o que conta”.
Tudo começa nas primeiras trocas de olhar.
Quando a moça se sente atraída pelo rapaz, a primeira ação é se insinuar.
Adotar uma postura de “eu confio no meu taco”, jogar charme, demonstrar uma safadeza nos olhos.
Por que agir assim?
Porque hoje o moderno é dar mais ouvido à carne do que ao espírito.
A mola propulsora da aproximação entre rapazes e moças ultimamente é o instinto, que representa o impulso natural, compilação de várias coisas: vaidade, egoísmo, inveja, ansiedade, raiva.
Ferramentas que estão adormecidas em nós e são despertadas pela nossa carne em situações específicas, quando somos ameaçados e precisamos “sobreviver”.
Isso tudo acontece lá fora?
Não.
Parte desse grupo feminino está nas igrejas: moças que já aceitaram Jesus como único e suficiente salvador, e que não quiseram continuar dominadas pelo desejo, nem alienadas no que diz respeito ao Reino de Deus.
Elas precisam de orientação vinda do Espírito Santo.
Em I Coríntios 6:19-20 lemos: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”
Isto quer dizer que não há mais meio termo: ou agrado a Deus ou ao diabo.
Mas a moça, levada por essa erotização, começa a recorrer a métodos mundanos para conseguir o que quer.
Se o rapaz escolhido estiver firmado nos caminhos de Deus, ele poderá até se sentir tentado pelos sinais que a moça está enviando, mas não cederá por saber que este não é o padrão de Deus.
Agora, se ele é do tipo Semente Entre Espinhos (Lucas 8:14), os dois ficarão juntos e começarão a namorar.
A partir daí, o relacionamento será uma seqüência de erros, atitudes precipitadas (como sexo antes do casamento) e o afastamento total de Deus.
O resultado desses envolvimentos breves, incentivados pelos meios de comunicação (que mostram namoros assim repletos de sorrisos e felicidade), são jovens de 16/17 anos carregados de experiências ruins, com a auto-estima destruída, desgastados emocionalmente por relações fracassadas, traumatizados e ansiosos, em busca de parceiros que possam suprir todo o vazio deixado por rompimentos e tropeços.
A carência às vezes parece mover o mundo.
É surpreendente o que um vazio interno, uma ausência paterna ou uma necessidade de aceitação podem causar em um ser humano.
Problemas que antes eram típicos de pessoas com certa idade estão sendo detectados precocemente em crianças e pré-adolescentes, normalmente mal orientados pelos pais.
Só há um jeito de alcançar a alegria plena: através de Jesus.
O versículo 20 de João 16 diz: “Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.”
Aparências bem construídas não preenchem corações.
Pais, não se sintam antiquados ao ensinar a seus filhos o padrão de Deus, que é luz, como nos lembra Salmos 119:105: “Lâmpada para os meus pés é tua Palavra, e luz para o meu caminho.”
Jovem, abra os olhos.
O capeta não aparecerá a você com dentões e chifres enormes.
Ele tentará entrar em sua vida com propostas tentadoras, aparentemente inofensivas.
É só uma blusa curta; o que é que tem?” ou “Você é nova; tem mais é que aproveitar a vida.”
Cuidado!
Caia fora.
Satanás não leva em consideração a idade de ninguém.
Ele quer matar, roubar e destruir.
Não importa se você tem 12 ou 50 anos de idade.
Portanto, ore e permaneça atento.
Não se torne alvo fácil.
Busque sua força no Espírito Santo e fique bem longe dos ensinamentos do mundo.
Que Deus os abençoe e dê Sabedoria.

Pr. Humberto Freire

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