domingo, 13 de dezembro de 2009

LIÇÕES DE CASA, LIÇÕES DE VIDA !

“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” Deuteronômio 6:6-7
Muitos são os métodos que as escolas modernas adotaram - e adotam - para conseguirem um desempenho escolar satisfatório com seus alunos.
Técnicas pedagógicas, psicológicas e lógicas são desenvolvidas e testadas para que se alcance um rendimento escolar que traga crescimento ao aluno.
Esforços de profissionais da educação e áreas correlatas podem não surtir efeito, pois precisam receber apoio de agentes importantes para a validação da educação formal recebida pelo aluno: seus próprios pais (ou responsáveis).
A formação de um indivíduo é produzida por um conjunto de fatores.
Cada um terá seu papel, influenciando as engrenagens do conhecimento, do saber e da vivência, para que funcionem com precisão.
Após o advento da industrialização, tão bem ilustrado por Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos”, a fragmentação do saber se alastrou por vários escalões sociais.
Quem deve educar são os educadores, quem deve acompanhar o desenvolvimento intelectual são os psicopedagogos, quem deve dizer como serão realizados os trabalhos são os professores, quem determina como devem ser disciplinados são os diretores e coordenadores.
Uma fragmentação que traz um enorme comodismo para os pais ou responsáveis. Afinal, temos uma equipe de especialistas cuidando de nossos filhos; por que preciso me preocupar?
É comum ouvir: “E quanto aos deveres de casa, que sempre vêm em quantidade e no momento em que menos podemos dar atenção a eles?
Parece que esses professores querem jogar o trabalho deles em cima de nós, pobres pais atarefados que nem entendem mais desse assunto”.
Com grande facilidade, delegamos a outros responsabilidades que foram entregues a nós, por Aquele que nos pedirá prestação de contas sobre elas.
Todos os métodos de ensino se tornam recentes demais e sem eficácia quando os antigos preceitos de Deus (como o texto bíblico inicial deste artigo) deixam de ser observados e praticados.
Mais do que pegar na mão do filho para fazer a lição, pesquisar com ele, pagar professor particular para melhorar o desempenho, ocupá-lo com mais cursos de métodos que prometem verdadeiros milagres, o preceito nos traz à consciência nosso papel diário de companheirismo e cumplicidade para com nossos filhos.
Ler e adiantar algo para o trabalho secular enquanto o filho faz sua tarefa de casa é uma forma especial de solidariedade.
É bom observar um ao outro e executar atividades que, realizadas individualmente, podem se tornar enfadonhas e desanimadoras.Quando somos parceiros de nossos filhos, comprometidos com cada passo de suas vidas, seja no crescimento físico, emocional ou espiritual, desenvolvemos a habilidade de entender o que o momento requer de nós.
Podemos detectar as reais dificuldades de aprendizado ou os problemas do momento: um olhar mais distante, uma desatenção decorrente de algo que parece ser mais importante, um desconforto físico, uma dislexia.
Pais companheiros detectam com mais facilidade e rapidez situações que os educadores levariam mais tempo para diagnosticar.
Afinal, são muitos alunos
Pense nisso.

No Amor de Jesus ,
Pr. Humberto Freire


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