segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MISSÃO DESAFIADORA

O Crescimento do numero de evangélicos no Brasil é vertiginoso !
“ Dizem que em 2020, metade da população brasileira será evangélica. Tal fato insta para uma preocupação : em que proporcionalidade o aumento de evangélicos no Brasil interfere na mudança social ? “

Decerto que a pregação evangélica versa pela mudança do comportamento de uma comunidade.
Sobre o assunto, basta considerar o que dizem os sociólogos que pesquisam a mudança de comportamento social – interferente até nos maneirismos – provocada pela conversão ao Evangelho.
No entanto, tal influencia não parece acompanhar o ritmo do crescimento Evangélico.
Há estados como o Rio de Janeiro e Espirito Santo, que registram percentuais acima de 30% de Evangélicos, porém permanecem seus índices de violência, trafico de drogas e corrupção social sem alterações relevantes.
Assim, torna-se importante reavaliar a ação evangélica como promotora de mudanças sociais.
O problema talvez resida nas motivações da Igreja.
Na era do hiperindividualismo, cada um se preocupa consigo.
Não há espaço para se preocupar com o parente, que dirá o vizinho !.
Assim, nosso evangelicalismo vai se tornando socialmente inoperante.
Os templos Evangélicos, em sua maioria, ficam fechados durante todo o dia.
São guardados para alguma conferencia, para as campanhas, para os cultos regulares duas, três vezes, por semana.
O espaço ocioso poderia ser muito bem aproveitado se a liderança atual tivesse uma visão mais ampla de sua missão.
A missão evangélica apresentada desde os primórdios nunca se limitou às questões espirituais.
Foi (e deve ir) além.
A missão evangélica tem que compreender que a sua ação precisa operar nas camadas sociais em favor da educação, da qualidade de vida e da paz.
Nossa indiferença quanto a estas questões pôe em cheque a importância do crescimento exponencial do numero de evangélicos : se esse crescimento é incapaz de agir em favor da transformação social, nossa missão está comprometida !.
Hoje temos templos lotados e famílias destruídas.
Cruzadas gigantescas e a violência imperando nos corredores sociais.
Gente pregando cura, prosperidade e libertação – bênçãos que contemplam apenas uma pequena e insignificante parcela dos que ouvem tal mensagem.
E assim caminha a cristandade !.
A Igreja, mormente a liderança, deve se atentar para isto.
Não temos o quadro atual por falta de opção, mas pela ausência de visão.

Eis algumas alternativas :

OCUPAR OS TEMPLOS DURANTE O DIA COM ATIVIDADES EDUCACIONAIS
Cursos profissionalizantes, palestras para desempregados, conferencias sobre drogas, violência e família.

PROMOVER A AÇÃO SOCIAL POR MEIO DE PROGRAMAS ESPECIFICOS
A Igreja deve se comprometer socialmente ( não apenas com cestas básicas ) agindo nas vacâncias do Estado – a igreja tem mais penetração social do que o Estado e isso não deve ser negligenciado.


CONSCIENTIZAR OS CRENTES DO SEU PAPEL DE PROMOTOR DE MUDANÇAS
Ninguem está onde está por acaso!.
Cada um deve ser agente missionário em sua camada social.

FOCAR AS PREGAÇÕES TAMBEM NAS NECESSIDADES DA COMUNIDADE
Sem apelar para a Teologia da Libertação, a Igreja pode, sim, minimizar as carências da comunidade com programas que foquem tais carências.

COMPROMETER-SE A VIVER PLENAMENTE O EVANGELHO QUE PREGA
A Igreja primitiva “
contava com a simpatia de todo o povo “ por conta de seu modus vivendi.

O Evangelho não esta desprovido destas verdades.
A verdade do evangelho, a verdade que liberta, transforma, é a verdade que busca alcançar a todos sem discriminação.
É verdade que constrói pontes entre Deus e os homens – dando a estes o acesso às maravilhas da graça.
A missão é desafiadora, mas há de ser a mais plena e relevante para trazer Cristo de volta.

No amor de Jesus,

Pr. Humberto Freire


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