quinta-feira, 12 de maio de 2011

E DEUS FORMOU A FAMÍLIA . . . ACORDEM !

“Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda. (...) Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou, então, uma das suas costelas, e fechou a carne em seu lugar. Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem”
Gênesis 2:18, 21 e 22

De tudo o que DEUS formou, a família aparece como projeto principal.
DEUS a criou para atender inicialmente a uma necessidade do homem que, depois de fazer a obra do Criador, precisava agora de uma companheira para ser com ele uma só carne.
Quando DEUS afirmou que não era bom que o homem vivesse sozinho, ELE, nesse instante, contemplou algo que seria extremamente necessário.
A presença da mulher ao lado do homem formaria a família, a gênese para todo o cumprimento dos projetos de DEUS para a humanidade.

DEUS conhece as nossas necessidades, por isso ELE nos colocou no seio de uma família; e não nos deixou como desamparados, solitários, a vagar pelo mundo: “Deus faz que o solitário viva em família (...)” (Salmos 68:6).
Ao dar vida ao homem, DEUS também já criara a sua mulher, pois foi de uma de suas costelas que o SENHOR lhe deu a companheira.
O mesmo homem teve consciência da responsabilidade que lhe fora dada a partir do nascimento da sua mulher: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada” (Gênesis 2:23).
Em outras palavras, homem e mulher se tornariam inseparáveis, indissociáveis, osso a osso, carne a carne, unidos, até que a morte os separasse.
Antes mesmo de trazê-la à vida, DEUS estabeleceu um dever à mulher: seja ajudadora, cooperadora, auxiliadora; esteja ao lado do seu marido em quaisquer situações e sempre que ele precisar.
Nunca o deixe por nada! “(...) que a mulher não se aparte do marido” (1 Coríntios 7:10).
Esse também é o principal dever da submissão confirmado em Efésios pelo apóstolo Paulo: “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor” (5:22).
Do homem, a esposa foi formada, da sua própria carne, para a base do amor perfeito, porque amando a própria carne, o marido estará automaticamente amando a sua mulher: “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Afinal de contas, nunca ninguém odiou a sua própria carne, antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja” (Efésios 5:28-29).

A mulher, em nenhuma circunstância, poderia ocupar a posição de proeminência em relação ao marido; mas, pelo seu bom procedimento de sabedoria, o lar em que eles viverem será enormemente abençoado por DEUS e edificado pela esposa.

A obra criadora foi perfeita.
DEUS contemplara a grandeza daquilo que ELE mesmo tinha feito, saído de Suas mãos.
Tanto é que DEUS agora faria o homem cair em um sono profundo, para arrancar de uma de suas partes aquela que seria sua companheira por toda a vida.
DEUS formou a esposa do próprio marido, mesmo osso, mesma carne, no sentido de propriedade absoluta.
O corpo de um passaria a ter domínio sobre o do outro: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher o que lhe é devido, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido. Do mesmo modo o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher” (1 Coríntios 7:2-4).
A carne da mulher só poderá se unir à carne do homem de onde ela saíra.
Nunca de outro homem.
DEUS foi rigoroso nesse processo criacional.
De cada homem sairia a sua própria mulher.
Uma mulher, que não foi formada de determinado homem, jamais poderia se unir a ele, sexualmente falando.
Tal conjunção é algo abominável aos olhos do SENHOR, pois iria de encontro à perfeição do matrimônio que ELE mesmo abençoou.

DEUS fez adormecer o homem em um sono profundo.
O sono significa descanso, relaxamento, estado onde não se vê nem se deixa revelar ansiedades e preocupações.
Enquanto o primeiro homem dormia, DEUS trabalhava.
Ninguém pode assistir ao trabalhar de DEUS.
O ser humano precisa descansar, relaxar, confiar, entregar ao SENHOR toda a confiança pelas obras que sairão de Suas mãos.
O salmista escreveu: “Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos” (37:7). Em mais duas oportunidades veio a exortação para esse segredo: “espera no Senhor, e guarda o seu caminho (...)” (vers. 34); “Esperei com paciência pelo Senhor; Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Salmos 40:1). DEUS nos convida a sempre esperar NELE. JESUS uma vez afirmou: “Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida?” (Mateus 6:27).
Pessoas ansiosas, preocupadas, não podem receber o resultado do trabalho do SENHOR.
A melhor maneira então de não ser dominado pela ansiedade é descansar em DEUS, adormecer, confiar.
Quando dormimos, a escuridão passa mais depressa; e logo, veremos o nascer de um novo dia, de uma nova criação.

O deserto daquele homem já durara muito tempo.
Ele vivia só, fazendo apenas a obra de DEUS, dando nomes aos seres viventes. Mas, ele sabia que lhe era necessário uma companheira.
DEUS não dá aquilo que queremos, mas dá, em abundância, aquilo de que necessitamos.
O apóstolo escreveu: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Efésios 3:20). O homem não sentiu dor, nem angústia, nem lágrimas escorreram dos seus olhos quando DEUS arrancou dele uma costela, porque ele adormeceu, ficou quietinho, sem se mexer, só esperando o resultado final. “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a terra” (Salmos 46:10).

Então o homem dormiu.
Enquanto ele dormia, DEUS retirava dele uma parte para transformá-la.
Que DEUS maravilhoso!
Definitivamente não entendemos o Seu trabalhar em nossas vidas!
ELE retira algo de nós para, depois, nos devolver melhor.
Enquanto DEUS trabalha, precisamos apenas descansar.

DEUS escolheu uma costela das muitas que existiam, limpou-a, tirou as impurezas, transformou-a numa mulher.
Depois de pronta, devolveu-a a quem lhe pertencia.
DEUS restaurou e preencheu a parte que faltava do homem, que não poderia despertar daquele sono profundo sem que a obra estivesse inteiramente concluída.
Por isso, DEUS a entregou perfeita ao seu marido.
E assim DEUS formou a família.
Nem o homem nasceu do acaso da criação nem a mulher foi uma ideia tardia do CRIADOR.
Ambos foram planejados em todos os aspectos e formados para serem à imagem e à semelhança de DEUS: “Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Deus os abençoou e lhes disse: frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra” (Gênesis 1:27-28).

DEUS formou a família para que ela dominasse sobre toda a criação, fosse uma instituição representativa dos Seus conselhos e multiplicadora de gerações.
Mas o CRIADOR não deu poder para a família dominar sobre si mesma.
Maridos e esposas não se dominariam, mas seriam guiados e conduzidos pelo Espírito de DEUS em tudo o que fossem fazer.
Por isso, quando a serpente, como imagem de Satanás, aproximou-se da família, usou de sutileza nas palavras para enganá-la e colocá-la longe de DEUS. Quem ouve a voz do maligno, peca, cai, transgride, entra no estado de desobediência e de pecado.
As sequelas são profundas para as famílias que não atendem o desejo de DEUS, mas curvam os seus ouvidos à influência maligna.

Mesmo tendo desagradado ao PAI, não vimos nem a mulher nem o homem se sentirem desejosos de se separarem, destruírem a família.
Nem da parte deles, nem da parte de DEUS.
Nas profundezas da miséria, do pecado, eles permaneceram ali juntinhos. Uniram-se carnalmente, tiveram filhos, netos, bisnetos, até o dia em que o SENHOR os guardou.
Toda e qualquer separação física do marido e da esposa é uma tentativa de destruir o projeto familiar que DEUS criou.
É como se arrancasse uma coluna do homem e a jogasse fora ou a entregasse a outro homem.
Essa nova união gera abominação, impureza, adultério.
Daí a razão da contundência de todos os textos da Nova Aliança para a preservação da família que DEUS uniu e abençoou, não abrindo mão dela por nenhum motivo.
Daí a razão de JESUS por diversas vezes ter nos alertado a voltarmos o nosso olhar ao princípio de tudo, à origem familiar criada por DEUS.
Na época da velha Aliança, ser infiel no casamento representava, segundo a Lei judaica, a morte por apedrejamento.
Em CRISTO, o mandamento maior nos aponta para o perdão, o arrependimento e a consequente reconciliação.
A história da criação do primeiro homem e da primeira mulher, que lemos de forma resumida acima, para muitos não passa de mera ficção, algo que foi retirado do imaginário popular.
Para os verdadeiros filhos de DEUS, aqueles que creem na Bíblia Sagrada, essa história é muito mais que uma simples narrativa.
Nela, está contido todo o segredo para a paz entre as pessoas, a solução de todos os desajustes mundiais.
Basta que saibamos valorizar, respeitar e amar as famílias como se ama a DEUS, ajustando-as conforme a Palavra do SENHOR, projetando-as para o Reino vindouro e glorioso.
QUE AS FAMÍLIAS BUSQUEM A FACE DO PAI!

No Amor de Jesus,
Pr. Humberto Freire

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