sábado, 30 de outubro de 2010

PAIS ENSINEM, ENSINEM, ENSINEM . . .

O Livro de Provérbios poderia ser chamado de Carta de um pai para o seu filho, pois encontramos nele mais de 20 vezes a expressão: Filho meu.

O que chama a atenção é que quando ele assim se refere, trata-se de problemas e conflitos.

Já deve ter acontecido de seu filho se destacar por alguma virtude ou realização, você dizer: Claro, ele é meu filho!
Ao contrário, quando o filho causou vergonha, você disse ao cônjuge: Veja o que o teu filho aprontou!
Temos facilidade de usar a expressão meu filho nas horas de glória, mas ele é igualmente nosso filho quando aprontar alguma, quando não tirar boas notas, quando se envolver com drogas, quando acontecer uma gravidez fora do casamento!
E é justamente nas horas de fracasso que os filhos mais precisam ouvir a expressão meu filho e saber que tem pais que vão ajudá-lo na sua recuperação.

A única lembrança que Salomão registra sobre a sua infância é o fato de o seu pai ter gastado tempo com ele.
Porque eu era filho tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe.
E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive (Pv 4.3-4).

Quem era o pai de Salomão?
Era o rei Davi.
Certamente não há entre nós alguém com maior responsabilidade do que este rei e mesmo assim ele reservava tempo para, pessoalmente, falar com seu filho ainda tenro de idade.

ACOMPANHAMENTO:
Notamos no Livro de Provérbios que Salomão acompanhava a seu filho em cada fase, sabendo quais eram os conflitos que este enfrentava em cada idade.
Muitos pais não se dão conta de que os filhos estão crescendo, nem sequer sabem quais são os conflitos que enfrentam no dia a dia.
Quando não existe um diálogo franco e aberto, quando os pais não demonstram interesse em saber o que se passa no íntimo do filho, quando este faz perguntas e os pais não dão a devida importância e não tomam tempo para sentir junto com o filho , este perderá dos pais a confiança no amor, na compreensão e na disposição de ajudar.
Surgirá um abismo entre eles, e os pais vão achar o filho estranho, como também o filho se sentirá estranho e não compreendido pelos pais.
O jovem precisa aprender a lidar com seus sentimentos, com seus impulsos, com seu tempo, suas aptidões e, principalmente, resolver a questão de seu relacionamento com Deus e a autoridade das Escrituras sobre a sua vida.
Ele precisa aprender que existe autoridade e que há limites que precisam ser respeitados.
Existe mães que não gostam de impor limites porque amam muito a seus filhos. Isto é puro engano.
Geralmente a mãe, neste caso, está mais interessada em comprar o amor do filho do que dar amor, pois quem ama usa a disciplina.
É evidente que o filho precisa de seu pai.
Pais não neguem essa ajuda a seu filho.
Seja amigo dele e ele será seu melhor amigo!
Você estará plantando um fruto para toda a eternidade!!!

Conselho De um Pai Sobre Como Lidar com os Conflitos

Salomão foi um pai que acompanhou a vida de seus filhos e tratou com toda a clareza questões importantes e delicadas.
Vamos verificar algumas dessas questões:

A) Despertar do Desejo Sexual :
A maioria dos pais sente constrangimento quando precisa falar com os filhos sobre este tema, e é justamente neste conflito que muitos jovens arruinam a sua vida.
Uma pesquisa mostrou que a maioria das mães solteira nunca teve sequer um diálogo com suas mães sobre o desejo sexual.
Uma mãe solteira contou que, uma única vez quando criou coragem para falar sobre este assunto, sua mãe, lhe respondeu: “Vai criar vergonha, filha, vê se ocupa a cabeça com outra coisa”.
E quando a mãe mais tarde constatou que a filha estava grávida, ela expulsou-a de casa.
Salomão falou com seus filhos sobre este assunto.
Ele mostrou os passos do caminho da depravação e sobretudo os passos de uma vida sexual dentro dos princípios da Palavra de Deus:

Vida sexual conforme os princípios do mundo:
1) Começa de forma agradável, como o mel (Pv 5.3);
2) Depois vem a amargura (Pv 5.4);
3) A consequência física é a morte (Pv 5.5);
4) O destino final é o inferno (Pv 5.5).

Vida sexual conforme os princípios de Deus:
1) Alegria com a própria esposa, depois do casamento (Pv 5.18);
2) Prazer e atração física constante não só no primeiro momento (Pv 5.19);
3) Fidelidade ao cônjuge (Pv 5.20);
4) Consciência de que o Senhor está presente nesta área também (Pv 5.21).

Uma conversa franca com os filhos, mostrando que o caminho real e permanente do prazer é aquele que Deus aponta, e que portanto Deus não é um “desmancha-prazer”, certamente ajudará a muitos jovens na sua conduta moral.

B) Vida profissional:
Salomão, sendo riquíssimo, poderia muito bem, se quisesse, permitir que seus filhos fossem ociosos.
Porém, ele não poupou a seus filhos, antes lhes ensinou a importância do trabalho (Pv 6.6-11).
Ele os mandou para junto das formigas para aprenderem a ter responsabilidade própria.
O trabalho valoriza a vida da pessoa.

Os pais devem ser responsáveis também pela vida profissional e pela disposição pelo trabalho dos filhos, que, no futuro, terão vida independente.
As responsabilidades poderão ser pequenas inicialmente, e devem aumentar gradualmente.
Pais, que sempre fazem tudo para os seus filhos, os preparam para o fracasso.

C) A pergunta do casamento:
Salomão mostra a seus filhos que uma escolha mal feita pode resultar numa vida conjugal sob constante tensão.
“O gotejar contínuo em dia de chuva, e a mulher rixosa, uma e outra são semelhantes” (Pv 27.15).

No capítulo 31 ele fala das características da mulher virtuosa.
Acima de tudo, Salomão mostra que a questão do casamento deve ser dirigida pelo Senhor: “A casa e os bens são herança dos pais; porém do Senhor vem a esposa prudente” (Pv 19.14).

Os pais podem ajudar os filhos mostrando muitos critérios na escolha do futuro cônjuge, no entanto, somente o Senhor pode dirigir na escolha da pessoa certa.

Pai: Você tem levado a questão do casamento dos seus filhos perante o Senhor?

D) Vida Espiritual e Recomeço após Fracassos:
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5). A parte mais enfatizada por Salomão é o Temor do Senhor. “No temor do Senhor há firme confiança, e ele será um refúgio para os seus filhos. O temos do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Pv 14.26-27).

Os filhos devem aprender desde cedo a importância de uma vida de dependência e submissão a Deus.
Quanto tempo, você pai, toma para uma vida devocional em família, para uma conversa franca sobre a fé em Deus no vosso lar?

Salomão é realista e sabe que seus filhos terão horas de fracasso, e por isso ele aponta a importância de um novo começo depois do fracasso.
“O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas os que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

Pais, vocês têm sido como Salomão e dedicado tempo de sua vida para tratar desses e outros assuntos com seus filhos?
Se a resposta for um não, reverta este quadro!

No amor de Jesus,
Pr. Humberto Freire

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