terça-feira, 8 de setembro de 2009

INDEPENDENCIA OU . . .

"Todos devem sujeitar-se às autoridades, pois não há autoridade que não venha de Deus." Romanos 13:1

Numa tentativa de ruptura com a subserviência, muitos bradam: "independêêênciaaaa!!!".
Mas a tão desejada independência, assim que alcançada, revela sua verdadeira e trágica face.
O que em princípio parecia realização, satisfação, sensação de dever cumprido, logo se transforma em frustração, tédio, solidão... Até finalmente gerar o mais bizarro de todos os seus sentimentos: o desejo insano de voltar ao que era antes.
É a decepção da independência que, muitas vezes, faz com que a mulher espancada por seu cônjuge volte ao seu agressor, que o ex-presidiário sinta falta da prisão, que o chefe de Estado comprometa a autonomia do seu país.
A independência simplesmente não satisfaz nossas expectativas porque o ser humano não foi criado para viver só, e por conta disto, muitos preferem jazer sob jugo alheio a viver independentes e isolados.
Mas o equilíbrio, seja nas relações interpessoais ou interestatais, não está na independência, tampouco na servidão.
Certamente no caso do Brasil em relação ao imperialismo português, a declaração de independência foi um passo importante.
No entanto, em plena globalização, sabemos que é impossível um país sobreviver independentemente dos demais.
É a interdependência que deve permear todos os níveis de relacionamento. Na interdependência não há espaço para exploração nem individualismo, mas precisamos entender que para a autoridade há.
Ansiamos pela independência porque o autoritarismo sufoca, agride, esmaga, mas, pobres de nós, buscamos fuga no lugar errado e, fartos do despotismo, desprezamos o princípio divino da autoridade.
Aprender a estar submisso a uma liderança é um exercício saudável, legítimo e necessário.
Não é possível desenvolver adequadamente o caráter sem este preceito.
Relações saudáveis e equilibradas de autoridade e submissão fazem parte do plano maravilhoso de Deus Criador para a nossa vida desde o princípio.
A Bíblia, que é o livro guia de todos os cristãos, condena o autoritarismo, mas contém inúmeros exemplos que descrevem a importância de estar debaixo de uma autoridade, seja ela espiritual, política ou familiar.
Estar submisso a uma liderança adequada proporciona segurança e liberdade e ajuda a nos submeter à autoridade de Deus.
Isso não significa aceitar passivamente o ditatorialismo, mas sim compreender que a submissão a regras e a pessoas em posição de autoridade não é sinal de fraqueza, mas de força.
Aproveitemos este tempo onde o Brasil comemora a célebre e polêmica declaração “Independência ou morte!”, e façamos uma reflexão pessoal.
Pergunte a si mesmo: tenho corrido atrás da ilusão da independência?
Existe algum bloqueio responsável por me fazer rejeitar uma determinada autoridade na minha vida?
Estou permitindo que alguma instituição ou pessoa exerça um poder dominador sobre mim?
E, o mais importante: tenho experimentado as bênçãos de ser submisso a Deus?
A vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável, não há motivos para deixar de obedecê-lo.
Experimente!

No Amor de Jesus,

Pr. Humberto Freire

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