domingo, 30 de agosto de 2009

VINHO NOVO, ODRE NOVO

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho” (Mateus 9.17)

Odres são pequenos recipientes confeccionados com pelos de pele de carneiro com a finalidade de reter líquidos.
Quando, na antiguidade, se fazia vinho, era comum colocar o suco de uva em um odre novo.
À medida que o suco fermentava, liberava gás que, por não ter por onde escapar ia enchendo o odre e expandindo suas dimensões.
Não é preciso dizer que ao fim do processo o odre estava maior.
Porém, o mesmo odre não poderia ser usado novamente da mesma forma, pois a elasticidade do couro teria chegado ao limite.
Se fosse colocado ali suco de uva ou vinho novo ainda em fase de fermentação, fatalmente o odre se romperia com a pressão.

O Senhor Jesus fazia menção ao fato de que as coisas novas que ele ensinava referentes ao Reino de Deus não poderiam ser armazenadas nos velhos costumes daqueles judeus.
Numa aplicação mais prática, posso dizer que é impossível alguém receber as coisas de Deus a menos que mude seu modo antigo de viver, que tenha nascido de novo, que tenha se esvaziado dos paradigmas antigos.
Tentar absorver as coisas de Deus e tentar aplicá las à sua velha natureza ou ao velho homem só resultará em um rombo ainda maior ou em desperdício, não é possível guardar a Palavra de Deus naquilo que você era antes, o seu odre inevitavelmente se romperá.

O Reino de Deus hoje precisa apenas de pessoas dispostas para receber o vinho novo de Deus como odres novos.
Pessoas que abrem mão de sua “conquistas” anteriores, dos seus títulos, do seu orgulho; Deus procura pessoas vazias, com espaço para receber coisas novas, pessoas que voluntariamente se abrem para que Deus coloque nelas o seu vinho, sempre bom, sempre novo.
A expansão do odre deve ser natural, produzida pelo próprio Deus.
Há quem diga que naqueles tempos da antiga cultura judaica quando o odre era velho e não se expandia mais, colocavam-no em um cepo (tora de madeira) e o surravam com um porrete.
Assim se obrigava o odre a se expandir.
Também essa tradição pode ser aplicada à nossa realidade, pois há pessoas que se fecham para a sua Palavra e obrigam Deus a forçar seu crescimento.
Como este crescimento não é espontâneo, natural, pode acarretar algum sofrimento, no entanto, melhor crescer com alguma dor do que permanecer vazio por toda a eternidade.

Estejamos sensíveis ao desejo do nosso Deus.
Ele quer derramar do seu vinho novo em odres que tenham condições de recebê-lo.
Chegou o tempo de deixar Deus fazer o seu sobrenatural em nossas vidas, curar as feridas e encher o odre de vinho novo abundantemente.
Só para marcar este assunto sobre expansão: alguma vez em sua vida você pediu a Deus paz e teve a impressão de que tudo ficou mais turbulento?
Pois este é o momento de expandir o reino de Deus.

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